sexta-feira, 9 de junho de 2017

Projeto do VLT até Mangabeiras está em fase de análise, diz Rui Palmeira

27/03/2017 - G1 AL

Ele precisa ser aprovado pela prefeitura para começar licitação.

Prefeito fez visita a obras junto com ministro dos Transportes e senador.

Michelle Farias e Carolina Sanches

Comitiva fez visita a obra do VLT em Jaraguá (Foto: Michelle Farias/G1)
Comitiva fez visita a obra do VLT em Jaraguá (Foto: Michelle Farias/G1)

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), informou que o projeto para que o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) chegue até Mangabeiras está em fase de análise pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT).

A informação foi passada na manhã desta segunda-feira (27), durante visita às obras de  recuperação da linha férrea. Junto com o ministro dos Transportes, Maurício Quintela, e o senador Benedito de Lira, o prefeito saiu em um VLT até a Estação Maceió, no Centro.

Palmeira informou que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) já entregou o projeto, que precisa ser aprovado pela prefeitura.

“Nos foi apresentado m projeto, eles deram entrada na prefeitura e a SMTT está fazendo o estudo de todo o percurso para que não haja prejuízo em algumas vias que são importantes para a cidade. Então a gente já está fazendo esse estudo e o mais rápido possível vamos devolver para a CBTU para que possa licitar essa obra”, informou.

A construção da expansão da Estação Ferroviária Central até o bairro de Jaraguá começou em setembro passado. A obra é orçada em R$ 3 milhões e 400 mil e tem previsão para ser entregue em novembro desse ano.

“É uma satisfação entregar o VLT, um projeto que foi tão sonhado e desejado. Vamos entregar a estação Bom Parto/Mercado e Jaraguá/Mercado”, informou o senador Benedito de Lira (PL).

O superintende da CBTU, Marcelo Aguiar, disse que a população vai ganhar estações novas, com muito mais comodidade. "Em outubro faremos a etapa dos testes e em novembro, tudo está funcionando. Não há previsão de aumento de passagem Ainda. Tudo é discutido nacionalmente, mas não tem nada certo", informou.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Macaé tem 120 dias de prazo para apresentar projeto do VLT

02/06/2017 - Elizeu Pires

Decisão foi tomada pela Justiça em processo no qual o ex-prefeito Riverton Mussi e  o ex-secretário de Mobilidade tiveram Jorge Tavares bloqueio de R$ 17,6 milhões


O prefeito Aluizio dos Santos Júnior (foto) condenou, assim que assumiu o primeiro mandato, o projeto do Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT), batizado pelo ex-prefeito Riverton Mussi de Metro Macaé. Agora, pouco mais de quatro anos depois, ele vai ter que ressuscitar o projeto e apresentá-lo a Justiça num prazo de 120 dias. Decisão nesse sentido foi tomada em ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público contra Riverton e o ex-secretário de Mobilidade Urbana, Jorge Tavares Siqueira, acusados de lesão ao erário em obras e compras destinadas ao Projeto VLT. Nesse processo foi decretado o bloqueio dos bens e contas bancárias dos dois no total de R$ 17,6 milhões, valor necessário para ressarcir os cofres da municipalidade no caso de condenação de Riverton e Jorge, como a promotoria requereu o MP na ação.

No dia 23 de outubro de 2013 Aluizio apresentou o resultado de uma auditoria no projeto de implantação do VLT e afirmou que as composições foram compradas antes que garantias financeiras fossem confirmadas pela Caixa Econômica Federal.  O prefeito sustentou que o Metrô Macaé foi inviabilizado pelo fato de a Prefeitura não ter construído nenhuma das dez estações previstas para o trecho de 23 quilômetros, bem como as centrais de controle e administração do VLT. Pelo contrato firmado em 2010, o projeto contaria com quatro composições que complementariam o transporte público na cidade, facilitando o deslocamento de pessoas no eixo Lagomar - Imboassica, mas o município queimou etapas antes da compra das composições.

O Ministério Público entendeu que o ex-prefeito e o ex-secretário foram negligentes ao adquirirem quatro locomotivas antes mesmo de saberem se o projeto do VLT seria contemplado pelo programa Pró-Transporte, do Ministério das Cidades. A Prefeitura pretendia usar a verba para construção de sete estações e dois terminais no município, mas como os recursos federais não foram liberados, o projeto não foi implementado e as locomotivas estão abandonadas no tempo.

Mesmo sabendo que as locomotivas adquiridas não poderiam circular, Riverton contratou os serviços de manutenção, conservação e limpeza dos trilhos da antiga Ferrovia Centro Atlântica (FCA), que seriam usados pelo do VLT. Ainda no entender do MP o contrato também configurou ato de improbidade administrativa, pois esses serviços são de responsabilidade da FCA, concessionária de parte da malha da antiga Rede Ferroviária Federal.

Com a decisão da Justiça as locomotivas não poderão mais ser cedidas ao governo estadual como o atual prefeito pretendia. Aluizio as ofereceu como contrapartida no valor de R$ 15 milhões para que o estado executasse na cidade um projeto viário orçado, em 2014, em R$ 45 milhões. A cessão seria para o uso do VLT no ramal Guapimirim-Saracuruna, via-Magé.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Do Trem Caipira ao VLT

05/02/2017 - Diário da Região

Diante do fracasso retumbante do Trem Caipira, tem muita coragem o prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (PMDB), para discorrer sobre o audacioso plano de incluir em eventual consolidação de desvio do contorno ferroviário a instalação de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), mantendo o traçado da linha antiga. Com a condição de que a empresa Rumo/ALL assuma os custos em troca de mais 30 anos de concessão da malha férrea.

Assim que estiver devidamente formatado, o projeto global - inclusive com a insistência no próprio Trem Caipira para compartilhar a linha com o VLT - deve ser apresentado à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), como mostra reportagem publicada pelo Diário da Região na edição de hoje.

Por mais megalomaníaco que possa parecer, o plano passa a ser viável a partir do momento em que se considera a hipótese da parceria com a iniciativa privada. Além de livrar a cidade do perigo e do transtorno causado pelas composições de carga que cortam o centro de Rio Preto com média de 200 vagões, 18 vezes por dia, a efetivação do projeto criaria uma moderna modalidade de transporte coletivo.

Não se conhece ainda os detalhes do projeto do VLT, até porque está no status e no campo dos sonhos, com expectativa para ser iniciado dentro de quatro anos. Tomemos, porém, um exemplo recente desse tipo de investimento. O VLT do Rio de Janeiro se transformou não apenas em um interessante meio de transporte como até em atração turística. Circula devagar, aparentemente seguro, silencioso, monitorado eletronicamente e por guardas inclusive em trechos de calçadões, como na região da Cinelândia e avenida Rio Branco, integrado com as linhas de ônibus e do Metrô.

Obviamente, o prefeito Edinho Araújo tem muito a apresentar em matéria de convencimento sobre a viabilidade do projeto. É relevante lembrar os arranhões que o Trem Caipira fez na sua credibilidade, ainda que parte da responsabilidade deva ser creditada ao ex-prefeito Valdomiro Lopes. Quando dá vazão e publicidade a esse tipo de intenção, o prefeito deve estar ciente de que não pode se comportar como um vendedor de terreno no céu - coisa que políticos costumam fazer bastante e sem qualquer pudor.

De todo jeito, está lançada a semente, que pode produzir todos os frutos esperados ou, na pior das hipóteses, pelo menos materializar o contorno ferroviário. Rio Preto tem vocação e potencial para pensar grande. O que não se aceita é o embarque em uma aventura mirabolante, capaz de transformar sonhos em pesadelos.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

VLT de Petrolina


VLT deve ser ampliado até o bairro de Mangabeiras, anuncia Benedito de Lira

28/12/2016 - Gazeta de Alagoas Online

Os maceioenses vão ganhar mais uma opção de transporte coletivo no próximo ano, quando a área de atuação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) deve ser ampliada até o bairro de Mangabeiras. A informação foi confirmada pelo senador Benedito de Lira, em coletiva à imprensa, na manhã desta quarta-feira (28). 
De acordo com o parlamentar, as obras de expansão devem consumir cerca de R$ 120 milhões, dos quais R$ 60 milhões estão garantidos pelo governo federal. 

A ideia é que o VLT saia do Centro até a estação de Jaraguá e que, em seguida, siga do bairro histórico até as imediações do Maceió Shopping, no bairro de Mangabeiras. 

"Já me reuni com o presidente Michel Temer e ele garantiu os recursos para fazermos mais esse trecho. Serão mais três trens, totalizando 11 VLT. A expectativa é que as obras tenham início já no próximo ano", afirmou Benedito de Lira à imprensa, durante café da manhã em um hotel localizado no bairro de Ponta Verde. 

De acordo com o senador, além da expansão até Mangabeiras, o VLT deve passar a interligar o aeroporto e a cidade de Rio Largo. 

"Antes do VLT eram 80 mil pessoas que faziam uso dos trens. Agora, são aproximadamente 300 mil nos VLTs, com uma de R$ 0,50", concluiu o senador. 

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

TCE manda suspender licitação de VLT de Petrolina

Auditoria encontrou indícios de irregularidades no edital e, na avaliação de conselheiro do tribunal, contratação de empresa para projeto e obra não deve prosseguir

Publicado em 29/11/2016, às 15h03

VLT de Petrolina, cuja licitação deve ser suspensa por ordem do TCE, vai custar R$ 175 milhões / Diego Nigro/JC Imagem
VLT de Petrolina, cuja licitação deve ser suspensa por ordem do TCE, vai custar R$ 175 milhões
Diego Nigro/JC Imagem

JC Online

A licitação do Sistema de Veículos Leves Sobre Trilhos (VLT), que está em fase de abertura de propostas em Petrolina, Sertão de Pernambuco, apresenta indícios de irregularidade, revelou auditoria do Tribunal de Contas do Estado. Em razão disso, o conselheiro João Campos determinou à prefeitura a suspensão de todos os atos relativos ao processo. O projeto de implantação do VLT/Linha Verde é uma das 911 obras paradas ou inacabadas listadas pelo próprio TCE em relatório divulgado segunda-feira (28/11). A medida cautelar do conselheiro deve ser submetida à 1ª Câmara do tribunal, na próxima semana, mas já tem que ser cumprida.

“A atual gestão encontra-se em final de mandato. Em uma obra que envolve altos investimentos, dentro de um cenário de incertezas, tanto o contrato, como as medidas administrativas a ele associadas, incluindo-se as desapropriações, seriam repassados à gestão seguinte, sem a indicação de qualquer previsão orçamentária compatível ou de garantias de sustentabilidade financeira da obra”, destacou o relator ao embasar a suspensão da licitação. 

A prefeitura também não teria detalhamento o orçamento estimativo ao TCE, “comprometendo a análise financeira da obra e dos serviços licitados”. O tribunal cobra estudos comparativos entre diferentes modais de Transporte Rápido de Massa (TRM). De acordo com o tribunal, a licitação era para contratar a elaboração dos projetos básico e executivo, além da execução das obras do sistema VLT interligando a área central da cidade ao bairro de Pedra Linda, numa extensão de 4,8 km. 

Edital do VLT não exigia comprovação de capacidade técnica

Ainda conforme o órgão de controle do Executivo, o critério a ser adotado para julgamento seria o de menor preço, sob regime de execução indireta por contratação integrada, mediante disputa aberta e com orçamento estimativo sigiloso.

Mas a auditoria observou que o edital não exigia comprovação de capacidade técnico-operacional nem apresentava justificativas técnicas e econômicas para a utilização do regime de execução por contratação integrada. “Por outro lado, o anteprojeto não continha definições quanto ao nível de serviço desejado e o plano de ação para as desapropriações. Os argumentos apresentados pela Colic, indicam que o plano de ação para as desapropriações somente seria definido por meio de solução técnica a ser estabelecida pela empresa contratada, em fase posterior à licitação, o que contraria o Acórdão nº 2.612/2015 do Tribunal de Contas da União”

terça-feira, 26 de julho de 2016

Governo convoca empresas para implantação do VLT em Maceió

25/07/2016 - Gazetaweb

Edital foi publicado nos Diários Oficiais da União e do Estado na última sexta-feira (22)  COMENTE


VLT ligará o centro de Maceió ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Rio Largo
FOTO: ILUSTRAÇÃO

Um importante passo para a implantação do VLT (Veículo Leve sobre os Trilhos) em Maceió foi dado na sexta-feira (22), com a publicação do Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) nos Diários Oficiais da União e do Estado, pela Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag). 

A PMI torna pública a intenção do Governo de Alagoas em realizar uma parceria público-privada que viabilize a construção do VLT que ligará o centro de Maceió ao Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Rio Largo.

 edital publicado pelo Executivo estadual autoriza empresas privadas a desenvolverem projetos e estudos de viabilidade da obra, contemplando sua implantação, ampliação, manutenção, operação e gestão do modal. 

As empresas interessadas em executar os estudos de viabilidade da obra deverão obter a autorização para a manifestação de interesse em quinze dias úteis, a contar da data da publicação, por meio de requerimento por escrito, considerando o disposto no art. 9º do Decreto Estadual nº 16.879/2011, a ser entregue na Unidade do Programa de Parcerias Público-Privadas na sede da Seplag, Centro. 

O secretário de Planejamento, Gestão e Patrimônio, Christian Teixeira, ressaltou a importância desses convênios. "É de total interesse do Governo do Estado que parcerias que visem facilitar a vida dos alagoanos sejam firmadas. Mais agilidade, conforto e segurança no deslocamento dos cidadãos são imprescindíveis na construção de uma nova Alagoas", conta o secretário. 

A obra

A implantação do VLT será um marco na história de Maceió e Região Metropolitana, por ser tratar do primeiro corredor de transporte de massa do Estado. O empreendimento terá 20,1 km de extensão e ligará o Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares, em Rio Largo, ao centro de Maceió, utilizando o mesmo espaço das vias urbanas já existentes - Avenidas Fernandes Lima e Durval de Góes Monteiro -, facilitando o transporte de, aproximadamente, 150 mil pessoas todos os dias. 

O projeto será executado pela Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano (Setrand) e visa à integração dos diversos modais de transporte, desde o aéreo ao rodoviário, com os ônibus de transporte coletivo municipal, intermunicipais e interestaduais. 

O VLT deverá contar com duas estações extremas, uma na região central da cidade, que será construída no mirante do Chalita, e a estação do Aeroporto Internacional Zumbi dos Palmares. Além dessas estações extremas, compõem o projeto outros quatro terminais de integração modal, que permitem o fluxo de passageiros entre o VLT e os ônibus de transporte coletivo, e outras 13 estações de embarque e desembarque. 

Todas essas obras contarão com travessias de pedestres, incluindo equipamentos que promovem a acessibilidade a pessoas com mobilidade reduzida.

 O projeto do VLT prevê 25 trens, com capacidade para 400 pessoas cada. Nos horários de picos - início da manhã e fim da tarde - essa frota implicaria em aproximadamente 16 mil pessoas sendo transportadas pelo sistema.

 As estações previstas para o VLT serão dotadas de infraestrutura, que possibilitará o pagamento anterior ao embarque no veículo, reduzindo o tempo de embarque e desembarque, garantindo assim, maior agilidade e eficiência operacional. 

Além disso, o VLT oferecerá quatro linhas de transporte. A primeira, da estação central de Maceió até o terminal do Jardim Petrópolis, na altura do hipermercado Makro. A segunda, da região central à Universidade Federal de Alagoas; o terceiro, do terminal do Tabuleiro dos Martins ao Aeroporto, e a quarta e maior linha, do centro ao Aeroporto Internacional, em Rio Largo.

À frente da Secretaria de Transporte e Desenvolvimento Urbano (Setrand), Mosart Amaral, ressalta a transformação social proporcionada pela implantação do VLT. "É importante que o governo se disponha a firmar essas parceiras público-privadas, em especial para a realização de importantes obras como a de implantação do VLT, que transformará a mobilidade urbana da capital e toda a região metropolitana. Esperamos que as empresas se interessem em firmar essa parceria que beneficiará todo o cidadão maceioense, com um sistema de transporte rápido, eficiente e integrador. Como gestor, é gratificante participar desse marco histórico para nosso Estado. Estaremos, de fato, transformando o cenário urbano de nossa capital, contribuindo de forma relevante para a construção de uma nova Alagoas", revela.