sexta-feira, 4 de agosto de 2017

VLT pretende mudar a rotina da UFV, de Viçosa e da Zona da Mata

13/07/2017 - Opção News

Anos de 1950, impulsionado pelo projeto de fazer o Brasil crescer “50 anos em 5”, o presidente Juscelino Kubitschek anunciava a privatização das rodovias. Segundo Fabiano Pompermayer, técnico de planejamento e pesquisas do Ipea “Em seis meses, você faz 500 quilômetros de estrada de terra. Isso em ferrovia leva três anos”, e os planos de JK não podiam esperar todo esse tempo.

A partir desta decisão, as ferrovias no Brasil foram sendo deixadas de lado e esquecidas. Atitude que, até hoje, custa caro para o bolso do país. Segundo o jornal Estado de Minas, o Brasil poderia economizar 113 bilhões de dólares por ano com fretes. Mas tem gente querendo reverter essa situação.

O ano agora é 2017, a Universidade Federal de Viçosa está finalizando a construção do seu novo restaurante universitário. Mas como locomover os alunos até o novo restaurante, que fica à 2,5 km de distância das 4 pilastras? É aí que entra o projeto de revitalização das linhas férreas da UFV e a construção de Veículos Leve Sobre Trilhos (VLT). O projeto pretende ligar as 4 pilastras ao novo RU, divido em três estações, a primeira na Vila Gianetti, a segunda no ginásio e a estação final próxima ao departamento de zootecnia, totalizando 2,5 km.

O projeto já tem a aprovação da reitora Professora Nilda de Fátima Ferreira Soares, e foi encaminhado para Brasília, aonde se espera conseguir o recurso necessário de R$ 1,4 milhões. O VLT terá a capacidade de carregar 50 pessoas sentadas e 60 em pé, e deverá ser cobrada de R$0,50 à R$1,00 no valor da passagem. O VLT, reutilizará trilhos que foram abandonados e a linha de trem da própria UFV, o que barateia o custo inicial da implantação. Já o custo operacional ainda não foi calculado, mas, segundo os mentores do projeto, cobrando R$o,50, por passageiro, já é possível manter o VLT.

Jershon Ayres de Morais, idealizador do projeto e membro do Circuito Turístico Serra de Minas, tem uma previsão otimista sobre a aprovação em Brasília. Ele afirma que “A Universidade não tem outra saída, a não ser investir na recuperação das linhas férreas para o transporte dos estudantes”.

Linha Silvestre x UFV:

E a construção de VLT’s não deve se limitar à UFV. A partir do novo Plano de Mobilidade Urbana de Viçosa (PLAMMOB VIÇOSA), que tem o objetivo de propor inúmeras alternativas para a diminuição dos graves problemas de mobilidade urbana na cidade, a Prefeitura Municipal de Viçosa pretende revitalizar linhas de trens na cidade para possibilitar a construção de um VLT, nos mesmos moldes do da UFV.

No curto prazo, o Plano propõe retirar estabelecimentos comerciais que ocupam a faixa de domínio e promover a reintegração de posse de trechos da linha que foram invadidos.

Ao mesmo tempo, serão elaborados os projetos de construção de uma ciclovia ao lado da ferrovia, ligando o CENTEV, no Silvestre, até a UFV, o que deve provocar uma grande transformação nos hábitos dos viçosenses com relação ao uso de automóveis.

É importante frisar que a Linha férrea, pela constituição, pertence à União e tem uma faixa de domínio de 15 metros de cada lado, a contar do eixo da linha. Hoje, o município de Viçosa tem a concessão das linhas e dos imóveis da rede Ferroviária, concedido pelo DNIT.

Linha turística Viçosa x Cajuri:

Ainda existe a possibilidade de incentivar o turismo na Zona da Mata com os VLT’s. A primeira linha deve ser a de Viçosa x Cajuri, com cerca de 12 km. Porém, como o principal objetivo dessa linha é estimular o turismo na região, o VLT só rodará nas sextas, sábados e domingos.

No último dia 11, em Belo Horizonte, O deputado Roberto Andrade participou de uma reunião com o secretário de turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria, e representantes de entidades ligadas ao setor para discutir a revitalização da linha férrea que liga Viçosa a Cajuri. E, segundo a assessoria do deputado, os resultados da conversa foram positivos.

A linha Viçosa x Teixeiras deve ser a segunda a ser implantada. Mas a ideia dos projetos Caminho do Campo e Trem das Serras de Minas é de expandir para toda a região, passando por cidades como Coimbra, São Geraldo, Visconde do Rio Branco e Ubá.

Onde tudo começou:

Hoje o projeto dos VLT’s está indo para frente devido ao baixo custo para implantação do meio de transporte. Isso só é possível devido ao Engenheiro Mecânico Marcos Cravo. Marcos, que mora na cidade de Cataguases, é considerado um inventor e abraçou o projeto do Circuito Turístico Serras de Minas.

Agora, os veículos já estão prontos e devem ser testados nos próximos dias.

O resultado ainda não sabemos, mas as previsões para uma nova realidade no transporte na UFV, em Viçosa e na Zona da Mata são de grandes mudanças para o futuro próximo.

Reportagem: Daniel Reis.

Projeto desenvolvido em Cataguases pode ajudar a baratear os custos dos VLT’s de Viçosa

03/08/2017 - Opção News

O projeto que prevê a reativação das linhas férreas da Universidade Federal de Viçosa já foi aprovado pela reitoria e agora aguarda a aprovação da verba em Brasília. Orçado em 1,4 milhões de reais, o “VLT da UFV” pretende ligar a Vila Gianetti ao “Novo RU”, percorrendo cerca de 2,5 km.

Paralelamente, outro projeto visa ligar as cidades de Viçosa e Coimbra, em um “circuito turístico da Zona da Mata”, que deve ser extendido à outras cidades posteriormente. Neste caso, o projeto ainda está sendo planejado, junto ao Governo Estadual. Segundo o Deputado Roberto Andrade, um dos apoiadores do projeto, as conversas com o Secretário de Turismo Ricardo Faria estão avançadas. fechando a lista dos projetos utilizando as linhas férreas da cidade de Viçosa, o novo Plano de Mobilidade Urbana de Viçosa (PLAMMOB -VIÇOSA), proposto por arquitetos da Universidade Federal de Viçosa, visa, a longo prazo, ativar uma linha que liga do Silvestre as 4 pilastras, na tentativa de diminuir o trânsito na Avenida Castelo Branco. Porém, o plano diretor não executa, apenas sugere mudanças no planejamento urbano da cidade.

Leia mais na reportagem: “VLT pretende mudar a rotina da UFV, de Viçosa e da Zona da Mata

No ano de 2010, a UFV se mostrou interessada em construir um VLT. Porém, na época, a obra foi estimada em cerca de 8,5 mihlões de reais e acabou não indo para frente. Desta vez a meta é economizar e, caso os projetos dos VLT’s em Viçosa realmente sejam desenvolvidos, os gastos deverão ser enxutos. E isso só é possível devido a um projeto que está sendo desenvolvido na cidade de Cataguases – MG.

Movidos pela ideia de reativar as linhas férreas da cidade de Cataguases, voluntários do Núcleo Ferroviário Vale Verde de Cataguases estão criando um novo conceito de veículos férreos para passageiros. Atualmente no Brasil existem vários vagões abandonados, que foram utilizados nas décadas passadas para transporte de carga. Esses vagões estão inativos, porém ainda podem ser reutilizados, se passarem por reformas, para a carga de passageiros. A ideia é inserir motores de caminhões nas locomotivas e utilizar um mecanismo capaz de, com a força deste motor, fazer com que a locomotiva se desloque para frente ou para trás, sempre seguindo a linha do trem. Assim, a locomotiva torna-se um Veículo Férreo Alternativo (VFA), e não um VLT, como ficou definido na cidade de Viçosa. Marcos Cravo, um dos voluntários que está a frente do projeto afirma que “O VFA é capaz de fazer entre 7 e 8 km utilizando 1 litro de diesel, o que torna ele econômico. Além disso, reformando vagões abandonados e concertando as linhas férreas o custo do veículo torna-se muito viável”.

O VFA é um veículo criado para andar pequenas distâncias, com uma velocidade de cerca de 30 km/h, assim diminuindo os riscos de acidente. A ideia é que ele seja utilizado em circuitos turísticos ou para carregar uma pequena malha de passageiros na cidade, atendendo a demanda de municípios como Cataguases, Viçosa, etc.

Segundo Cravo, com a verba de R$1,4 milhões é totalmente possível inserir o VFA na Universidade Federal de Viçosa com dois vagões, como prevê o projeto da UFV.

Os vagões utilizados passarão por reformas. Neles serão colocados bancos para os passageiros, além de reparos na estrutura dos veículos, que não estão em funcionamento há muito tempo. Os vagões utilizados só serão escolhidos após a aprovação da verba em Brasília.

Em Cataguases, a ideia é que o VFA seja utilizado, inicialmente, para incentivar o turismo local.

André Tenuta, presidente do instituto cidade e coordenador do programa de motorização de vagões abandonados, acredita que “Se tudo der certo, em breve teremos uma grande indústria ferroviária na região, que vai produzir automotrizes para ocupar as linhas abandonadas e gerar muitos empregos”.

Preservando as linhas férreas com o “Biciclotrem”:

Para que tudo isso aconteça é importante que as linhas sejam preservadas. É aí que entra um projeto que recentemente conquistou o título de Tecnologia Social do Banco do Brasil, o “Biciclotrem” de Cataguases.


Biciclotrem é atração nas linhas férreas de Cataguases | Foto: Elias Fonseca
Visando preservar as linhas férreas da cidade, para que as mesmas posteriormente possam ser utilizados por veículos maiores e automotores, e ao mesmo tempo promovendo lazer para a população, voluntários criaram um veículo movido pela força das pernas. O Biciclotrem consegue transportar no máximo 6 pessoas e consiste de uma plataforma com duas bicicletas ligadas aos trilhos. Enquanto duas pessoas pedalam, as outras podem aproveitar o prazeroso passeio.

A tecnologia está fazendo sucesso na cidade e é uma ótima opção para os amantes do Ecoturismo. Marcos conta que “O título de Tecnologia Social do Banco do Brasil dá credibilidade para o Biciclotrem e atrai investidores e voluntários”. Ele também afirma que “O Biciclotrem só deu certo porque é um veículo que integra as pessoas. Já que, ao invés da pessoa pedalar apenas para ele, carrega mais pessoas sentadas nos bancos”.

Os voluntários estão otimistas em relação ao futuro das linhas férreas na Zona da Mata. Durante uma entrevista, realizada para a primeira reportagem sobre o tema, Jershon Ayres de Morais, idealizador dos projetos em Viçosa e membro do Circuito Turístico Serra de Minas, se mostrou confiante sobre o futuro dos projetos. O mesmo acontece com Marcos Cravo, que sonha em ver as linhas férreas de Cataguases ativas.

Ainda não sabemos quais serão os próximos capítulos dessa história, mas a previsão é que as linhas férreas da região voltem a trazer benefícios para a população e o turismo na região.

Reportagem: Daniel Reis

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Viagens do VLT até a estação de Jaraguá devem começar em setembro

13/07/2017 - Cada Minuto

Por Raíssa França com Amanda Falcão*  


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Foto: Amanda Falcão/Cada Minuto

A extensão das viagens do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) até a estação de Jaraguá estão previstas para iniciar em setembro deste ano. A informação foi confirmada pelo superintendente da Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU), Marcelo Aguiar, durante uma visita, na manhã desta quinta-feira (13) para averiguar a implantação de lixeiras no bairro de Bebedouro.

Segundo o superintendente, devido às chuvas as obras foram suspensas, entretanto, o novo cronograma foi entregue essa semana pela construtora, onde a previsão é que seja finalizada ainda em agosto. Ao todo, cerca de 12 mil pessoas utilizam o VLT.


“Dependendo do clima e a extensão ficando pronta, ela vai passar por um período de uma semana de testes e interação, entregando em vigor”, comentou Marcelo. Além disto, Aguiar também ressaltou que algumas obras já estão prontas, o que está faltando é a parte de sinalização que depende também da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT).

“Estamos seguindo o mesmo padrão, com a sinalização vertical/horizontal que informa com a luz e sons, através do sensor, quando o trem está passando”, informou o superintendente.

Com relação às regiões que o VLT deve passar, Marcelo informou que no caso de Fernão Velho, o trem não está indo até a Lourenço Albuquerque devido às chuvas que derrubaram uma barreira, mas que há um processo emergencial de contenção e que deve levar 15 dias assim que começar a obra.

“Mas, já adianto que a linha do VLT está contemplando as regiões do Bom Parto, Mutange, Flexal e de Bebedouro a Fernão Velho”, destacou.

Implantação de lixeiras

O superintendente também visitou, nesta manhã, a implantação de lixeiras na região de Bebedouro. A implantação tem o objetivo de conscientizar a população para que seja evitado que joguem lixos nas vias.

De acordo com Aguiar, a implantação das lixeiras foram instaladas em Bebedouro, faltando apenas a pintura. “O lixo e o apedrejamento são constantes, o que causa a suspensão de trens”, ressaltou.

Também estão sendo realizadas ações educacionais nas escolas e bairros sobre a importância dos trens.

"Essa ação é uma forma de coleta conjunta. Os moradores colocam o lixo no local apropriado, nas lixeiras implantadas e logo após o lixo é recolhido”, disse Marcelo.

*estagiária

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Projeto do VLT até Mangabeiras está em fase de análise, diz Rui Palmeira

27/03/2017 - G1 AL

Ele precisa ser aprovado pela prefeitura para começar licitação.

Prefeito fez visita a obras junto com ministro dos Transportes e senador.

Michelle Farias e Carolina Sanches

Comitiva fez visita a obra do VLT em Jaraguá (Foto: Michelle Farias/G1)
Comitiva fez visita a obra do VLT em Jaraguá (Foto: Michelle Farias/G1)

O prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB), informou que o projeto para que o Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT) chegue até Mangabeiras está em fase de análise pela Superintendência Municipal de Transporte e Trânsito (SMTT).

A informação foi passada na manhã desta segunda-feira (27), durante visita às obras de  recuperação da linha férrea. Junto com o ministro dos Transportes, Maurício Quintela, e o senador Benedito de Lira, o prefeito saiu em um VLT até a Estação Maceió, no Centro.

Palmeira informou que a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU) já entregou o projeto, que precisa ser aprovado pela prefeitura.

“Nos foi apresentado m projeto, eles deram entrada na prefeitura e a SMTT está fazendo o estudo de todo o percurso para que não haja prejuízo em algumas vias que são importantes para a cidade. Então a gente já está fazendo esse estudo e o mais rápido possível vamos devolver para a CBTU para que possa licitar essa obra”, informou.

A construção da expansão da Estação Ferroviária Central até o bairro de Jaraguá começou em setembro passado. A obra é orçada em R$ 3 milhões e 400 mil e tem previsão para ser entregue em novembro desse ano.

“É uma satisfação entregar o VLT, um projeto que foi tão sonhado e desejado. Vamos entregar a estação Bom Parto/Mercado e Jaraguá/Mercado”, informou o senador Benedito de Lira (PL).

O superintende da CBTU, Marcelo Aguiar, disse que a população vai ganhar estações novas, com muito mais comodidade. "Em outubro faremos a etapa dos testes e em novembro, tudo está funcionando. Não há previsão de aumento de passagem Ainda. Tudo é discutido nacionalmente, mas não tem nada certo", informou.

sexta-feira, 2 de junho de 2017

Macaé tem 120 dias de prazo para apresentar projeto do VLT

02/06/2017 - Elizeu Pires

Decisão foi tomada pela Justiça em processo no qual o ex-prefeito Riverton Mussi e  o ex-secretário de Mobilidade tiveram Jorge Tavares bloqueio de R$ 17,6 milhões


O prefeito Aluizio dos Santos Júnior (foto) condenou, assim que assumiu o primeiro mandato, o projeto do Veiculo Leve sobre Trilhos (VLT), batizado pelo ex-prefeito Riverton Mussi de Metro Macaé. Agora, pouco mais de quatro anos depois, ele vai ter que ressuscitar o projeto e apresentá-lo a Justiça num prazo de 120 dias. Decisão nesse sentido foi tomada em ação de improbidade administrativa movida pelo Ministério Público contra Riverton e o ex-secretário de Mobilidade Urbana, Jorge Tavares Siqueira, acusados de lesão ao erário em obras e compras destinadas ao Projeto VLT. Nesse processo foi decretado o bloqueio dos bens e contas bancárias dos dois no total de R$ 17,6 milhões, valor necessário para ressarcir os cofres da municipalidade no caso de condenação de Riverton e Jorge, como a promotoria requereu o MP na ação.

No dia 23 de outubro de 2013 Aluizio apresentou o resultado de uma auditoria no projeto de implantação do VLT e afirmou que as composições foram compradas antes que garantias financeiras fossem confirmadas pela Caixa Econômica Federal.  O prefeito sustentou que o Metrô Macaé foi inviabilizado pelo fato de a Prefeitura não ter construído nenhuma das dez estações previstas para o trecho de 23 quilômetros, bem como as centrais de controle e administração do VLT. Pelo contrato firmado em 2010, o projeto contaria com quatro composições que complementariam o transporte público na cidade, facilitando o deslocamento de pessoas no eixo Lagomar - Imboassica, mas o município queimou etapas antes da compra das composições.

O Ministério Público entendeu que o ex-prefeito e o ex-secretário foram negligentes ao adquirirem quatro locomotivas antes mesmo de saberem se o projeto do VLT seria contemplado pelo programa Pró-Transporte, do Ministério das Cidades. A Prefeitura pretendia usar a verba para construção de sete estações e dois terminais no município, mas como os recursos federais não foram liberados, o projeto não foi implementado e as locomotivas estão abandonadas no tempo.

Mesmo sabendo que as locomotivas adquiridas não poderiam circular, Riverton contratou os serviços de manutenção, conservação e limpeza dos trilhos da antiga Ferrovia Centro Atlântica (FCA), que seriam usados pelo do VLT. Ainda no entender do MP o contrato também configurou ato de improbidade administrativa, pois esses serviços são de responsabilidade da FCA, concessionária de parte da malha da antiga Rede Ferroviária Federal.

Com a decisão da Justiça as locomotivas não poderão mais ser cedidas ao governo estadual como o atual prefeito pretendia. Aluizio as ofereceu como contrapartida no valor de R$ 15 milhões para que o estado executasse na cidade um projeto viário orçado, em 2014, em R$ 45 milhões. A cessão seria para o uso do VLT no ramal Guapimirim-Saracuruna, via-Magé.

domingo, 5 de fevereiro de 2017

Do Trem Caipira ao VLT

05/02/2017 - Diário da Região

Diante do fracasso retumbante do Trem Caipira, tem muita coragem o prefeito de Rio Preto, Edinho Araújo (PMDB), para discorrer sobre o audacioso plano de incluir em eventual consolidação de desvio do contorno ferroviário a instalação de um VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), mantendo o traçado da linha antiga. Com a condição de que a empresa Rumo/ALL assuma os custos em troca de mais 30 anos de concessão da malha férrea.

Assim que estiver devidamente formatado, o projeto global - inclusive com a insistência no próprio Trem Caipira para compartilhar a linha com o VLT - deve ser apresentado à ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), como mostra reportagem publicada pelo Diário da Região na edição de hoje.

Por mais megalomaníaco que possa parecer, o plano passa a ser viável a partir do momento em que se considera a hipótese da parceria com a iniciativa privada. Além de livrar a cidade do perigo e do transtorno causado pelas composições de carga que cortam o centro de Rio Preto com média de 200 vagões, 18 vezes por dia, a efetivação do projeto criaria uma moderna modalidade de transporte coletivo.

Não se conhece ainda os detalhes do projeto do VLT, até porque está no status e no campo dos sonhos, com expectativa para ser iniciado dentro de quatro anos. Tomemos, porém, um exemplo recente desse tipo de investimento. O VLT do Rio de Janeiro se transformou não apenas em um interessante meio de transporte como até em atração turística. Circula devagar, aparentemente seguro, silencioso, monitorado eletronicamente e por guardas inclusive em trechos de calçadões, como na região da Cinelândia e avenida Rio Branco, integrado com as linhas de ônibus e do Metrô.

Obviamente, o prefeito Edinho Araújo tem muito a apresentar em matéria de convencimento sobre a viabilidade do projeto. É relevante lembrar os arranhões que o Trem Caipira fez na sua credibilidade, ainda que parte da responsabilidade deva ser creditada ao ex-prefeito Valdomiro Lopes. Quando dá vazão e publicidade a esse tipo de intenção, o prefeito deve estar ciente de que não pode se comportar como um vendedor de terreno no céu - coisa que políticos costumam fazer bastante e sem qualquer pudor.

De todo jeito, está lançada a semente, que pode produzir todos os frutos esperados ou, na pior das hipóteses, pelo menos materializar o contorno ferroviário. Rio Preto tem vocação e potencial para pensar grande. O que não se aceita é o embarque em uma aventura mirabolante, capaz de transformar sonhos em pesadelos.