quarta-feira, 9 de maio de 2018

Natal

Companhia Brasileira de Trens Urbanos -CBTU


Resumo Histórico

Em 1988, é criada a Superintendência de Trens Urbanos de Natal.

Em 1996, é iniciado o processo licitatório para recuperação de 7 carros de passageiros. Também são entregues 3 estações reformadas na Linha Leste, sendo  concluído o projeto  civil da estação Bom Pastor.

No dia 30 de setembro de 1997, são concluídos os  estudos para o planejamento integrado do desenvolvimento dos transportes nas cidades de Natal, João Pessoa e Maceió, realizados com recursos doados por uma instituição japonesa.

Em 1998, é construída a estação Lagoa Grande. Devido às chuvas, o sistema de trem urbano foi paralisado entre agosto e setembro.

Em 200, são recuperadas parcialmente as  locomotivas 6001 e 6018.


O Sistema de Trem Urbano de Natal em 2004

Extensão Total: 56,2 km
Linha Norte: Natal - Ceará Mirim, com 13 estações e 38,5 km
Linha Sul: Natal - Parnamirim, com 10 estações e 17,7 km
Número de Estações: 20
Média Passageiros / dia: 8.400
Intervalo Mínimo: 95 minutos
Locomotivas: 3
Carros: 20

Fonte: Site CBTU junho/2005


Em 2009, os trens da CBTU são atrativos em função da baixa tarifa, de apenas 50 centavos de real. Circulam com grandes intervalos e não operam com superlotação. O trem também atende a estação rodoviária e as proximidades do aeroporto.

Em dezembro de 2010, o trem urbano de Natal contava com 56,2 km de linhas não eletrificadas, 22 estações operacionais, 4 locomotivas e 20 carros de passageiros, transportando uma média de 6,8 mil passageiros/dia, operando com intervalo mínimo de 95 minutos.

No dia 2 de dezembro de 2014, inauguração do serviço de VLT, inicialmente com duas composições na Linha Sul, até Parnamirim.

Em 2017 o sistema de trem urbano, transportando cerca de 12 mil passageiros/dia, contava com 56,2 km de extensão, sendo 38,5 km na Linha Norte (Natal - Ceará Mirim), com 13 estações e 17,7 km na Linha Sul (Natal - Parnamirim), com 10 estações.


Marcelo Almirante
Página lançada em 2010










sábado, 25 de novembro de 2017

Resumo Histórico do Trem Metropolitano de Salvador

por Alexandre Santurian, 24/02/1992

Atualmente operado pela CBTU, o sistema de trens de subúrbio de Salvador compõe-se de material rodante já obsoleto e no limite da sua vida útil. Para se chegar aos dias atuais vamos voltar um pouco ao passado para lembrarmos parte da história da antiga Viação Férrea Federal Leste Brasileiro - VFFLB, como até hoje é conhecida pela população local, a atual SR-7 da RFFSA.

Histórico

Em 28 de junho de 1860 era inaugurado o trecho ferroviário que ligava o bairro da Calçada ao subúrbio de Paripe, com uma extensão de 15,2 km em via singela e bitola de 1,60 m. Os trens eram tracionados por locomotivas a vapor, que percorriam o trecho após uma hora de viagem.

No decorrer do tempo esse trecho passou por uma série de reformas, como a mudança da bitola para 1,00 m na primeira década deste século, a aquisição das primeiras automotrizes diesel de fabricação alemã entre 1926~1929 e a construção de automotrizes diesel nas antigas oficinas de Aramari (próximo a Alagoinhas), a modernização das estações do subúrbio entre 1936~1943, a duplicação das linhas, a construção da ponte São João sobre a enseada dos Cabritos (inaugurada em 1952 e que substituiu a antiga ponte de Itapagipe, construída pelos ingleses) e a eletrificação, para que as locomotivas a vapor dessem lugar a modernas unidades elétricas. A duplicação das linhas até Paripe e a eletrificação ocorreram nas décadas de 40 e 50.

A Bahia já teve cerca de 230 km de linhas férreas eletrificadas: a partir de Salvador, iam até Alagoinhas e, pela Linha Sul, de Mapele até Conceição de Feira. Esses trechos eram percorridos por 13 locomotivas elétricas IRFA, de construção nacional e material elétrico Brown-Boveri e, no início dos anos 80, por 5 locomotivas elétricas Metropolitan Vickers de fabricação inglesa que vieram da SR-2. As locomotivas elétricas foram desativadas por volta de 1986~1987, visto que a eletrificação foi virtualmente erradicada na SR-7, somente restando o trecho do subúrbio operado pela CBTU. Os motivos principais do fim da tração elétrica na Bahia foram a baixa produtividade das locomotivas em função do volume de cargas tracionadas e os constantes furtos dos cabos elétricos da rede aérea, além da própria obsolescência do sistema e da falta de manutenção adequada.

Até 1972, os trens de subúrbio percorriam as linhas até o município de Simões FIlho. Depois passaram a ir até Aratu, Mapele e, a partir do início dos anos 80, somente até Paripe. A demanda atual de passageiros é menor do que há alguns anos, em virtude da crescente concorrência dos ônibus, que oferecem hoje um nível de conforto melhor pagando-se somente Cr$ 50 a mais do que o trem, se bem que este é mais rápido. As empresas de ônibus municipais estão atualmente remodelando suas frotas rapidamente com a aquisição de ônibus do tipo Padron, cobrando tarifas de Cr$ 450, enquanto o trem da CBTU custa Cr$ 400 desde há pouco mais de duas semanas, quando até então sua passagem custava Cr$ 270.

Características técnicas:

Extensão do trecho: 13,76 km 
Número de linhas:         2 em bitola de 1,00 m 
Tipo de tração: elétrica com 3.000V CC 

A via permanente, dupla, foi totalmente reconstruída em 1981-1982 e constitui-se de uma superestrutura de primeira categoria com as seguintes características:

Trilhos TR-45 soldados eletricamente, dormentes bi-blocos de concreto com taxa de 1.667 dormentes / km com fixação elástica isolante tipo RS e com velocidade máxima permissível de 70 km/h. O sistema é eletrificado com rede aérea de tração de 3.000V CC e alimentado por duas subestações retificadoras, sendo uma em Lobato (km 3,4), atualmente desligada por medida de economia, e outra em Periperi (km 10,8). Esta última atualmente alimenta todo o sistema e está tão sobrecarregada que somente permite o tráfego simultâneo de 3 TUEs formados por 2 carros-motores e 2 carros-reboque, cada.

No trecho Salvador-Lobato a sinalização é semi-automática, com o pátio da Calçada e a entrada do Lobato dotados de chaves de intertravamento do tipo elétrico e interligados por uma seção de bloqueio semi-automático, com sinaleiros anões para os pátios e sinaleiros altos nas linhas principais. A sinalização do trecho Calçada-Lobato é realizada através de um operador na cabine de sinalização da Calçada e outro na pequeníssima cabine do Lobato. Desta última estação até Paripe os trens são licenciados por telégrafo em código Morse e pelo sistema de talão, com troca deste último em Periperi.

Material rodante 18 carros-motores GE / ACF (American Car & Foundry), construídos nos Estados Unidos em 1962. Cada um possui 2 cabines para o maquinista, 2 pantógrafos, comprimento de 17,8 m e largura de 2,8 m, numerados E-101 a E-118. Cerca de 9 destes carros vieram da SR-2 no início dos anos 80 para reforçar o sistema suburbano de Salvador. 31 carros-reboque Pidner

Até o início do ano passado, os trens de subúrbio eram formados por 2 carros-motores e 3 carros-reboque, num total de 5 carros por composição. Em virtude da fadiga do material rodante e para não forçar os motores de tração, os trens hoje possuem 2 carros-reboque, cada.

Como somente 6 carros-motores rodam simultaneamente no sistema, teoricamente restam 12 em reserva. Vários realmente estão sendo reformados, mas com as mesmas características técnicas e com muita lentidão. Faltam peças de reposição e recursos para acelerar estas reformas, e os trens rodam como podem.

Lotação por carro:                         250 passageiros 
Velocidade média comercial:                 35 km/h 
Tempo de viagem média Calçada-Paripe e vice-versa: 25 minutos 
Intervalo mínimo entre trens:         20 minutos 
Intervalo máximo entre trens:                 30 minutos

Horário de funcionamento: De Segunda a Sábado, das 5h00 às 22h30. Domingos e feriados os trens não circulam. A CBTU justifica que, quando os trens rodavam nesses dias, até há pouco mais de um ano atrás, a população sujava e depredava os carros quando voltava das praias do subúrbio, muitos visivelmente alcoolizados. Como o número de policiais ferroviários é insuficiente para fiscalizar adequadamente as estações e as composições, resolveu-se suspender as viagens nos domingos e feriados.

O sistema atual, projetado para uma demanda de 60.000 passageiros / dia, deixa muito a desejar, principalmente no tocante à qualidade do material rodante, em precário estado de conservação. Os passageiros viajam em veículos com portas quebradas, assentos arrancados, composições sujas, vidros quebrados e sistema de segurança danificado em conseqüência da falta de manutenção adequada e à depredação que os próprios passageiros provocam no equipamento. Este já está no limite de sua vida útil e a única solução seria a renovação de todo o material rodante. É bastante certo que o sistema de Salvador não está no rol de prioridades da CBTU.

Somente para exemplificar, todos os carros-motores não dispõem mais dos limpadores de parabrisa, pois a CBTU alega que a população os arranca, conseqüência da falta de educação de uma parte do nosso povo e da falta de policiamento nas estações. Quando chove, os maquinistas são obrigados a colocar suas cabeças para fora das janelas e correm o risco de levarem pedradas dos moleques que brincam à beira das linhas, principalmente no Lobato. É por isso que a maioria dos carros são equipados com grades nas janelas, para que o usuário não fique desprotegido.

A CBTU já fez campanhas de conscientização da população para não depredarem os trens, mas estas campanhas devem ser intensificadas. A srª Cloé, da assessoria de comunicação social da SR-7, certa vez afirmou-me que o povo não é tão mal-educado assim. Se tivesse um sistema de trens melhor e com carros novos, não o depredaria.

De qualquer forma, e isso atestei, os trens de subúrbio saem e chegam no horário, mesmo com todos os problemas descritos.

A manutenção do material rodante é feita nos depósitos do pátio da Calçada, que carecem de reformas e modernização em suas instalações e euipamentos. Pude apurar que, nos tempos da VFFLB, a manutenção era muito mais rigorosa e criteriosa. As oficinas de Periperi, hoje pequenas, ainda pertencem à RFFSA e serão entregues à CBTU ainda este ano, visto que a manutenção de locos e vagões da SR-7 está sendo transferida para as duas oficinas existentes em Alagoinhas.

O sistema de trens suburbanos de Salvador tmbém é apoiado por 5 locomotivas diesel-elétricas U-8B GE / USA, para o caso de panes no sistema létrico ou defeitos nos carros-motores.

Número de estações do sistema: 8 (Calçada, Lobato, Almeida Brandão, Itacaranha, Praia Grande, Periperi, Coutos e Paripe).

A solução do sistema suburgano não é difícil, se bem que bastante custosa: renovação do material rodante, extensão da sinalização elétrica e automática para todo o subúrbio, criação e modernização das oficinas de manutenção, reforço na rede aérea de tração e o início de uma campanha sistemática de conscientização da população para a conservação dos trens e estações. Assim, se poderia até aumentar a demanda de passageiros.


REFERÊNCIAS:

Dados Históricos da VFFLB, de Alberto Cury Esper, ex-gerente de relações comerciais da SR-7.

Seminário sobre as ferrovias do Estado da Bahia, 1987, Clube de Engenharia da Bahia, AELB e RFFSA.

Ferrovias 1988, mapas da RFFSA.



segunda-feira, 6 de novembro de 2017

Projeto do VLT para Arapiraca nunca saiu do papel

05/11/2017 - Cada Minuto

Por Roberto Gonçalves  

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A estação ferroviária de Arapiraca inaugurada em 1949 é o retrato do abandono. Atualmente é uma ilha cercada de lixo e entulhos por todos os lados, uma vergonha para a “Princesa do Agreste” que está suja e nem ao menos a gestão tucana, comandada pelo prefeito Rogério Teófilo realizou uma produção básica para comemorar os 93 anos de emancipação da terra de Manoel André.

Toda a extenção da linha férrea que corta a cidade pertence a Companhia Ferroviária do Nordeste (CFN)  concessionária  da antiga Rede Ferroviária do Nordeste. O percurso está sem trens de passageiros desde o inicio dos anos 80, a linha está totalmente abandonada e sendo depreciada pela ação do tempo.

Projeto do VLT nunca saiu do papel

Em janeiro de 1998 o então prefeito de Arapiraca Luciano Barbosa (PMDB) anunciou em ato solene a implantação do projeto  (Veículo leve sobre trilhos) – VLT.  Com o objetivo de  avaliar a infra-estrutura para a elaboração do projeto de implantação do metrô de superfície em Arapiraca, o ex-prefeito,  Luciano Barbosa fez o trajeto da linha férrea que corta a cidade entre a Estação Central e a Vila São José, zona rural.

O percurso de 16 km foi realizado na manhã de 10 (de janeiro), a convite dos técnicos da CFN e foi acompanhado por  secretários municipais. A avaliação, feita a partir do resultado do trabalho já executado na área pela CFN, iria permitir a Prefeitura encaminhar um estudo de viabilidade à CBTU para a instalação do VLT.

A proposta do ex-gestor que nunca saiu do papel, seria reativar o transporte de passageiros com baixo custo, numa área entre o Distrito Industrial de Arapiraca e a Vila São José. O projeto de alto valor social  atenderia mais de vinte bairros da zona urbana, além de comunidades da área rural.

O  projeto se concretizado traria uma série de vantagens.  O benefício social é muito grande e estaremos viabilizando um esquema de transporte coletivo estruturado, à partir dessa linha que já existe e corta toda a cidade, comentou na época,  Luciano Barbosa.  Em 2008, o Coordenador de Obra da CFN, José Morais Neto, anunciou que a liberação do tráfego já deverá ser feita a partir do início de 2009. O projeto nunca foi concretizado.

A  operação na época, seria  a limpeza, drenagem e recuperação da linha. Um trabalho que, de acordo com a análise prévia do ex-prefeito, Prefeito de Arapiraca, iria facilitar a efetivação do metrô de superfície. "Essa infra-estrutura nos beneficia muito", comentou.


quarta-feira, 25 de outubro de 2017

Maceió terá estação rodoviária de integração com VLT no bairro de Jaraguá

24/10/2017 - TNH1


Um projeto do Município em tramitação na Caixa Econômica Federal, com recursos dos ministérios dos Transportes e do Turismo, vai implantar uma estação rodoviária em uma área cedida do Porto de Maceió, no bairro de Jaraguá, para promover a integração com a Estação do VLT.

A notícia foi confirmada nesta terça (24) pelo prefeito Rui Palmeira, durante solenidade de entrega da nova estrutura da Arena Pai e Filho – Manuel Valson e Rozião Alves –, no conjunto Eustáquio Gomes.

De acordo com Rui, o projeto conta com recursos já em conta, na ordem de R$ 3 milhões, e está sendo trabalhado junto à Caixa para que seja executada a licitação. “É um projeto em parceria com os ministros Marx Beltrao [Turismo] e Maurício Quintella [Transportes], que vai fazer a integração do VLT com com o transporte rodoviário. As pessoas vão ter, a alguns metros de distância, uma estação com ônibus para todas as regiões de Maceió”, declarou.

Arena Pai e Filho

A nova estrutura da Arena Pai e Filho, entregue hoje à população, recebeu serviços da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Sustentável (Semds), e foi readequada à prática esportiva dos moradores da região.

A arena recebeu alambrado e cerca na quadra de areia para futebol, novos bancos com jardineiras foram construídos e a pintura foi renovada. No local, a Superintendência Municipal de Iluminação Pública e Energia (Sima) também instalou novas luminárias. Antes, a prática esportiva na região acontecia em um espaço sem a estrutura que agora foi instalada pela Prefeitura.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Mercado do Artesanato ganhará estação de transbordo do VLT

22/10/2017 - Tribuna Hoje

Segundo a CBTU previsão para a inauguração da estação no Mercado é no início de 2018


Mercado do Artesanato na Levada ganhará estação de transbordo do VLT
Mercado do Artesanato na Levada ganhará estação de transbordo do VLT
Arquivo/Secom Maceió

O secretário interino do Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária, Dênis Agra, participou, na última sexta-feira (20), da inauguração do novo terminal do VLT do Jaraguá, que vai entrar em operação no mês de novembro.

Durante a cerimônia, foi confirmada a estação de transbordo no Mercado do Artesanato, localizado no bairro da Levada, para dar acesso dos passageiros no local. A proposta havia sido acertada entre a Semtabes e a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU).

“Essa parceria entre a CBTU e a Semtabes vai beneficiar os permissionários do Mercado do Artesanato. Com a estação de transbordo, o primeiro andar consegue ter mais movimento, através da vazão de passageiros”, afirma Dênis Agra.

Segundo a CBTU, a previsão para a inauguração da estação no Mercado é no início de 2018. O local passará, também, por melhorias na estrutura.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Estação do VLT em Jaraguá começa a funcionar em fase de testes na sexta-feira

19/10/2017 - G1

Estação Jaraguá inicia fase de testes na sexta (20) (Foto: Max Monteiro/ Secom Maceió)

A Estação Jaraguá, novo terminal do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT), começa a funcionar em fase de testes na sexta-feira (20). Nesse período, motoristas que passam pelo bairro devem ficar atentos às passagens de nível. Segundo a Prefeitura de Maceió, a estação começa a funcionar definitivamente no dia 6 de novembro.

De acordo com a prefeitura, são oito passagens de nível ao todo, entre a estação do Centro e a de Jaraguá. Cada um dos cruzamentos por onde a linha do VLT passa foi sinalizado, com aparelhos sonoros e luminosos para indicar quando o trânsito estiver livre.

As passagens de nível ficam nos cruzamentos das Avenidas Buarque de Macedo e Walter Ananias com as ruas Barão de Anadia, do Imperador, Marechal Roberto Ferreira, Avenida Aspirante Alberto Melo da Costa, e as do Uruguai e Dr. Batista Aciolly, Avenida Comendador Leão e Travessa Melo Póvoas.

O prolongamento da linha do VLT até o Jaraguá é uma obra feita em parceria com a Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). A prefeitura diz ter investido mais de R$ 250 mil, com serviços feitos pela Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanização (Seminfra) e da Superintendência Municipal de Energia e Iluminação Pública (Sima).

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

VLT pretende mudar a rotina da UFV, de Viçosa e da Zona da Mata

13/07/2017 - Opção News

Anos de 1950, impulsionado pelo projeto de fazer o Brasil crescer “50 anos em 5”, o presidente Juscelino Kubitschek anunciava a privatização das rodovias. Segundo Fabiano Pompermayer, técnico de planejamento e pesquisas do Ipea “Em seis meses, você faz 500 quilômetros de estrada de terra. Isso em ferrovia leva três anos”, e os planos de JK não podiam esperar todo esse tempo.

A partir desta decisão, as ferrovias no Brasil foram sendo deixadas de lado e esquecidas. Atitude que, até hoje, custa caro para o bolso do país. Segundo o jornal Estado de Minas, o Brasil poderia economizar 113 bilhões de dólares por ano com fretes. Mas tem gente querendo reverter essa situação.

O ano agora é 2017, a Universidade Federal de Viçosa está finalizando a construção do seu novo restaurante universitário. Mas como locomover os alunos até o novo restaurante, que fica à 2,5 km de distância das 4 pilastras? É aí que entra o projeto de revitalização das linhas férreas da UFV e a construção de Veículos Leve Sobre Trilhos (VLT). O projeto pretende ligar as 4 pilastras ao novo RU, divido em três estações, a primeira na Vila Gianetti, a segunda no ginásio e a estação final próxima ao departamento de zootecnia, totalizando 2,5 km.

O projeto já tem a aprovação da reitora Professora Nilda de Fátima Ferreira Soares, e foi encaminhado para Brasília, aonde se espera conseguir o recurso necessário de R$ 1,4 milhões. O VLT terá a capacidade de carregar 50 pessoas sentadas e 60 em pé, e deverá ser cobrada de R$0,50 à R$1,00 no valor da passagem. O VLT, reutilizará trilhos que foram abandonados e a linha de trem da própria UFV, o que barateia o custo inicial da implantação. Já o custo operacional ainda não foi calculado, mas, segundo os mentores do projeto, cobrando R$o,50, por passageiro, já é possível manter o VLT.

Jershon Ayres de Morais, idealizador do projeto e membro do Circuito Turístico Serra de Minas, tem uma previsão otimista sobre a aprovação em Brasília. Ele afirma que “A Universidade não tem outra saída, a não ser investir na recuperação das linhas férreas para o transporte dos estudantes”.

Linha Silvestre x UFV:

E a construção de VLT’s não deve se limitar à UFV. A partir do novo Plano de Mobilidade Urbana de Viçosa (PLAMMOB VIÇOSA), que tem o objetivo de propor inúmeras alternativas para a diminuição dos graves problemas de mobilidade urbana na cidade, a Prefeitura Municipal de Viçosa pretende revitalizar linhas de trens na cidade para possibilitar a construção de um VLT, nos mesmos moldes do da UFV.

No curto prazo, o Plano propõe retirar estabelecimentos comerciais que ocupam a faixa de domínio e promover a reintegração de posse de trechos da linha que foram invadidos.

Ao mesmo tempo, serão elaborados os projetos de construção de uma ciclovia ao lado da ferrovia, ligando o CENTEV, no Silvestre, até a UFV, o que deve provocar uma grande transformação nos hábitos dos viçosenses com relação ao uso de automóveis.

É importante frisar que a Linha férrea, pela constituição, pertence à União e tem uma faixa de domínio de 15 metros de cada lado, a contar do eixo da linha. Hoje, o município de Viçosa tem a concessão das linhas e dos imóveis da rede Ferroviária, concedido pelo DNIT.

Linha turística Viçosa x Cajuri:

Ainda existe a possibilidade de incentivar o turismo na Zona da Mata com os VLT’s. A primeira linha deve ser a de Viçosa x Cajuri, com cerca de 12 km. Porém, como o principal objetivo dessa linha é estimular o turismo na região, o VLT só rodará nas sextas, sábados e domingos.

No último dia 11, em Belo Horizonte, O deputado Roberto Andrade participou de uma reunião com o secretário de turismo de Minas Gerais, Ricardo Faria, e representantes de entidades ligadas ao setor para discutir a revitalização da linha férrea que liga Viçosa a Cajuri. E, segundo a assessoria do deputado, os resultados da conversa foram positivos.

A linha Viçosa x Teixeiras deve ser a segunda a ser implantada. Mas a ideia dos projetos Caminho do Campo e Trem das Serras de Minas é de expandir para toda a região, passando por cidades como Coimbra, São Geraldo, Visconde do Rio Branco e Ubá.

Onde tudo começou:

Hoje o projeto dos VLT’s está indo para frente devido ao baixo custo para implantação do meio de transporte. Isso só é possível devido ao Engenheiro Mecânico Marcos Cravo. Marcos, que mora na cidade de Cataguases, é considerado um inventor e abraçou o projeto do Circuito Turístico Serras de Minas.

Agora, os veículos já estão prontos e devem ser testados nos próximos dias.

O resultado ainda não sabemos, mas as previsões para uma nova realidade no transporte na UFV, em Viçosa e na Zona da Mata são de grandes mudanças para o futuro próximo.

Reportagem: Daniel Reis.